Destaque
FAO: Especialistas estão reunidos para debater políticas de alimentação urbana
Fonte
FAO | Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
Data
quinta-feira, 30 maio 2019 15:00
“Cidade e campo devem se relacionar de forma engajada para transformar os compromissos globais que abordam a segurança alimentar, a nutrição e as mudanças climáticas em realidades locais. Para tanto, é necessário preservar nossos recursos naturais e, sobretudo, a biodiversidade do planeta, integrando ações sustentáveis e responsáveis desde a produção até o consumo de alimentos”, disse o Dr. José Graziano da Silva, Diretor-Geral da FAO, em vídeo mensagem para a abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana.
O evento, que teve início na tarde de hoje (29/05), reúne especialista da FAO, da OPAS, da OMS e da ONU-Habitat, além de representantes de 14 cidades signatárias do Pacto de Milão para debater políticas alimentares seguras, inclusivas e sustentáveis, que envolvam questões como diversidade, respeito à natureza e minimização do desperdício.
Segundo Epitácio Brunet, subsecretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Planejamento do Rio de Janeiro, o grande desafio que será debatido durante os três dias de evento é como assegurar alimentação de qualidade para todos, sinalizando para os governantes que as políticas públicas voltadas para a alimentação têm que ter seus recursos assegurados. “O evento facilitará a construção de uma rede de troca de informações sobre as melhores práticas entre as cidades e vai gerar conscientização e pontes de cooperação”, opinou.
Para Rafael Zavala, Representante da FAO no Brasil, essa integração e compartilhamento de conhecimento entre as cidades e as nações é necessária na criação de uma aliança global para que a alimentação e a agricultura sejam soluções para um futuro melhor, e não problemas. “Até 2050, com a população global se aproximando dos 10 bilhões de habitantes, nosso suprimento de alimentos estará sob forte estresse. A demanda será 60% maior do que é hoje, mas a mudança climática, a urbanização e a degradação dos solos terão reduzido a disponibilidade de terras aráveis. Não há mais espaço para se produzir alimentos que não seja de forma sustentável, focando nos produtos frescos e locais”, destacou Zavala.
O Rio de Janeiro, escolhido entre as 187 cidades signatárias do Pacto de Milão, recebe o fórum graças a seu protagonismo no setor de segurança alimentar. Um dos destaques da atuação da cidade no tema é o Programa de Restaurantes Populares, que já serviu 2,7 milhões de refeições com cardápio saudável a preços simbólicos nas unidades de Bangu, Campo Grande e Bonsucesso. O programa de alimentação escolar da cidade também é outro exemplo da atuação carioca, oferecendo, diariamente, 1,5 milhão de refeições saudáveis em unidades de ensino.
Nos próximos dois dias, o Fórum, que é realizado no Museu de Arte do Rio (MAR), oferecerá palestras, mesas-redondas e workshops que vão discutir temas como “Alimentação e identidade”, “Território e sustentabilidade” e “Realizações e desafios dos sistemas de alimentação urbana da América Latina”. Ao final do evento, na sexta-feira, as autoridades participantes assinarão a Declaração do Rio, um documento com compromissos gerais para uma aliança latino-americana das cidades signatárias do Pacto de Milão.
I Fórum da Rede de Alimentação Escolar Sustentável
Paralelamente ao evento, foi realizado na tarde de ontem e na manhã de hoje o I Fórum da Rede de Alimentação Escolar Sustentável dos países da América Latina e do Caribe. Com a presença de gestores de 19 países da América Latina e Caribe e de dirigentes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Fórum discutiu a alimentação escolar como mecanismo de ação em favor da Década de Ação sobre a Nutrição e da Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030. A Rede se propôs a subsidiar o debate junto às cidades signatárias do Pacto de Milão.
Acesse a notícia completa na página da FAO.
Fonte: FAO. Imagem: Divulgação, FAO.
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